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A moral humana não nasce da justiça

 Se você mata uma barata , é visto como herói. Se você mata uma borboleta , é condenado. Isso revela algo profundo sobre nós: muitas vezes, a moral humana não nasce da justiça, mas de critérios estéticos . É precisamente aqui que reside o grande teatro humano . Nós não julgamos pelo valor real das coisas, mas pelo brilho que elas aparentam ter. O belo é santificado, o feio é condenado. A borboleta é celebrada porque nos agrada, porque se move com graça. A barata é rejeitada porque desperta repulsa. Não é a essência que decide; é a aparência . O ser humano não aprendeu a amar o que é verdadeiro, mas aquilo que lhe agrada. Chama de bondade tudo o que o conforta e de maldade tudo o que lhe provoca incômodo. Assim, a ética muitas vezes não passa de um reflexo de preferências pessoais, medos íntimos e preocupações sociais. A moral que muitos defendem com tanta convicção, no fundo, pode ser apenas a organização dos gostos coletivos, transformados em regra universal. Nesse ponto, Nietzs...

o pecado não confessado

  "Se eu acalentasse o pecado no coração, o Senhor não me ouviria" ( Salmos 66:18 ) Não é só um motivo egoísta que pode dificultar as nossas orações, mas o pecado não confessado também pode frustrá-las. Isaías 59:1-2 diz: "Vejam! O braço do Senhor não está tão curto que não possa salvar e o seu ouvido tão surdo que não possa ouvir. Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus ; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele e por isso ele não os ouvirá." O pecado não confessado em nossas vidas vai fazer com que as nossas orações não sejam respondidas. O salmista escreveu: "Se eu acalentasse o pecado no coração, o Senhor não me ouviria" ( Salmo 66:18 ). Podemos orar com paixão. Podemos orar com fé. Podemos orar com todo o entusiasmo que tivermos, mas se há algo em nossas vidas que não é correto diante de Deus, nossas orações não serão ouvidas. Quando nos aproximamos de Deus com o pecado em nossas vidas, Deus efetivamente diz: "Se você quer ter...

O mundo ensina abandonar e Deus ensina amar

 Esse versículo pode ser lido como a própria voz de Jesus ecoando ao longo da história da humanidade. É Deus falando com pecadores que errou, traiu, se afastou e repetiu os mesmos padrões. Ainda assim, Ele NÃO diz: “Cansei de você.” “Você passou dos limites.” “Agora siga sozinho.” Ele diz: “Como te deixaria?” Essa é a fala de um coração misericordioso. Jesus não desiste de quem erra Esse mesmo coração se revela claramente na história de Maria Madalena . Jesus não olhou primeiro para o pecado. Ele olhou para a pecadora. Viu a dor antes do comportamento. Viu a alma antes da queda. Viu a mulher antes da acusação. Ele amou, acolheu, salvou, curou e libertou para ela nunca mais pecar. Maria Madalena não foi descartada. Ela foi restaurada e se tornou fiel a Jesus e testemunha viva da graça. Isso nos prova uma verdade central do Evangelho : Jesus não veio para os perfeitos. Ele veio para os pecadores. Hoje, vivemos na era do abandono e da rejeição, quando alguém erra: é cancelado, é desca...

almas mais sensíveis costumam sofrer mais

  Chico Xavier ensinava que as almas mais sensíveis costumam sofrer mais, não por fraqueza, mas por perceberem além das aparências. Elas enxergam o que muitos escondem atrás de sorrisos ensaiados , palavras bonitas e virtudes exibidas. Veem intenções, incoerências e dores não ditas . Por isso, muitas vezes se isolam. Não por desprezo ao mundo, mas por cansaço espiritual . Viver em um mundo de máscaras exige uma couraça que as almas sensíveis não desejam vestir. Elas sentem demais , captam demais, absorvem demais. Onde outros passam ilesos, elas se ferem em silêncio. Preferem a solidão honesta à companhia falsa . O recolhimento, para elas, não é fuga, é preservação. É a tentativa de manter íntegra a própria essência num ambiente que banaliza sentimentos e normaliza a dissimulação. Chico compreendia que essas almas não estão erradas, apenas carregam uma responsabilidade maior. Precisam aprender a dosar entrega, proteger o coração e compreender que nem todos estão prontos para a ...

caráter verdadeiro não se revela nos discursos

  Chico Xavier ensinava que o caráter verdadeiro não se revela nos discursos, mas nas atitudes silenciosas do cotidiano . Para ele, a alma mostra quem realmente é quando não existe plateia, vantagem ou reconhecimento. É fácil parecer virtuoso diante de quem pode oferecer algo em troca. Difícil é manter respeito, gentileza e dignidade diante de quem nada pode retribuir. Chico afirmava que o melhor indicador do caráter de uma pessoa é a forma como ela trata aqueles que não podem lhe trazer benefício algum. O idoso esquecido , o trabalhador invisível , o doente dependente, o pobre sem influência social. Esses encontros simples são observados atentamente pela espiritualidade, porque neles não há interesse disfarçado, apenas escolha moral. Segundo ele, o bem autêntico não calcula retorno. A bondade verdadeira não negocia afeto. Quando alguém só é educado, generoso ou paciente com quem pode favorecer seus interesses, não pratica amor, pratica conveniência. O amor real se manifesta quand...

Comparação injusta

 Muitas vezes eu me pergunto o que há de errado comigo. Por que eu não consigo ser tão feliz quanto os outros parecem ser? Por que minha vida não é cheia de conquistas, aventuras e alegria? Por que eu me sinto tão vazio, sem propósito e sem esperança? Quando eu olho para as redes sociais , vejo fotos e vídeos de amigos, colegas e pessoas que admiro. Todos parecem sempre felizes e ocupados. Eles viajam, se divertem, estudam, trabalham, namoram, se casam, têm filhos. Estão sempre sorrindo, abraçando, comemorando. Tudo parece perfeito. Então eu me comparo com isso e me sinto menor. Sinto que estou fracassando. Parece que não pertenço a lugar nenhum. Me pergunto o que fiz de errado, o que deixei de fazer e o que deveria fazer para mudar. Mas, com o tempo, percebi algo importante: essa comparação não é justa. Não é real. Não é saudável. As redes sociais não mostram a verdade completa. Elas exibem uma versão editada, filtrada e cuidadosamente construída da vida. Mostram apenas o que as p...

Para de lamentar

 É sobre o tempo emocional que você continua gastando com algo que já passou. Lamentar virou hábito disfarçado de sensibilidade . Mas, na prática, é só uma forma elegante de permanecer preso ao que não deu certo. Desapegar não é fingir que não doeu. É parar de reviver a mesma cena esperando um final diferente. É entender que o tempo não volta, mas você insiste em puxar o ponteiro para trás toda vez que repete a história, reforça a frustração ou se define pelo que perdeu. Isso não é reflexão . É aprisionamento . Existe uma diferença clara entre aprender com o passado e morar nele. Aprender exige ação. Morar exige apenas repetição. Quem aprende ajusta escolhas, muda postura, amadurece. Quem mora se queixa, se compara e se vitimiza . E o preço disso não aparece de imediato. Ele surge aos poucos, como cansaço, desânimo e sensação de estagnação . O vício de lamentar consome energia que deveria estar indo para o agora. Enquanto você reclama do que não conseguiu, deixa de perceber o ...