almas mais sensíveis costumam sofrer mais

 Chico Xavier ensinava que as almas mais sensíveis costumam sofrer mais, não por fraqueza, mas por perceberem além das aparências. Elas enxergam o que muitos escondem atrás de sorrisos ensaiados, palavras bonitas e virtudes exibidas. Veem intenções, incoerências e dores não ditas. Por isso, muitas vezes se isolam. Não por desprezo ao mundo, mas por cansaço espiritual.

Viver em um mundo de máscaras exige uma couraça que as almas sensíveis não desejam vestir. Elas sentem demais, captam demais, absorvem demais. Onde outros passam ilesos, elas se ferem em silêncio. Preferem a solidão honesta à companhia falsa. O recolhimento, para elas, não é fuga, é preservação. É a tentativa de manter íntegra a própria essência num ambiente que banaliza sentimentos e normaliza a dissimulação.

Chico compreendia que essas almas não estão erradas, apenas carregam uma responsabilidade maior. Precisam aprender a dosar entrega, proteger o coração e compreender que nem todos estão prontos para a verdade que elas enxergam. A sensibilidade é dom, mas também é prova. Quando amadurece, deixa de ser dor constante e se transforma em discernimento, compaixão e silêncio sábio.

Isolar-se, em certos momentos, é um gesto de amor-próprio espiritual. Até que se encontre quem também viva sem máscaras, quem fale com o coração e caminhe com verdade. Enquanto isso, essas almas aprendem a ser abrigo de si mesmas, sem perder a ternura que as define.

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