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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

A parábola do jumentinho, da criança e do pai

 Em pleno calor do dia, um pai caminhava por estradas desérticas acompanhado de seu filho e de um jumento . O pai estava montado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando a montaria com uma corda. “Pobre criança!”, exclamou um passante. “Suas perninhas curtas precisam se esforçar para não ficar para trás do jumento. Como pode aquele homem ficar sentado tão calmamente sobre a montaria, vendo que o menino está se desgastando tanto para acompanhá-lo?” O pai refletiu sobre o comentário, desmontou do jumento e colocou o menino sobre a sela. No entanto, não demorou muito até que outro transeunte dissesse: “Que desgraça! O pequeno fedelho vai lá sentado como um sultão , enquanto seu velho pai corre ao lado dele.” Esse comentário magoou o filho, que pediu ao pai que montasse também no jumento, às suas costas. Porém, logo à frente, uma mulher que passava resmungou: “Já se viu algo como isso? Tamanha crueldade com o animal! O lombo do pobre jumento está envergado, e aqueles dois, sem ...

A afinidade completa o amor

 “Fazem mais de trinta anos que eu venho defendendo a ideia de que as afinidades , quanto maiores, melhores para as relações. Afinidades, evidentemente, quando eu penso hierarquicamente. A primeira afinidade seria a de caráter, porque você, mocinha, se vier a se casar com um bandido, não terá a menor chance de ser feliz. Afinidade de caráter significa duas pessoas idôneas, confiáveis, que não mentem, que falam o que pensam, mas que também são cuidadosas em relação a esse modo de falar, porque às vezes falar tudo o que se pensa de forma bruta não é bom – é preciso saber se expressar com polidez. Quando um casal se casa na juventude são necessárias afinidades de projetos de vida , como a decisão de ter ou não filhos , sobre a quantidade de filhos … Evidentemente tudo isso está sujeito à adaptação, mas, independente disso, o projeto tem que ser mais ou menos claro inicialmente, como a importância do dinheiro , o quanto se pretende construir em termos de história profissional, carreira...

O meu povo perece por falta de conhecimento

 Nos últimos tempos, cresce o número de pessoas que se afastam das igrejas, não por falta de fé, mas por desgosto com a forma como a religião tem sido usada. Muitos templos se transformaram em negócios lucrativos, onde o púlpito virou palco e o evangelho, um produto. O versículo de Oséias 4:6 — “O meu povo perece por falta de conhecimento” — expressa bem essa realidade. A ignorância bíblica tem permitido que líderes religiosos manipulem a fé e o medo das pessoas para enriquecer, distorcendo a palavra de Deus e transformando a devoção em dependência emocional e financeira. Hoje, o dízimo e as ofertas, que deveriam ser gestos livres de gratidão, são cobrados como obrigações divinas. Famílias inteiras se endividam acreditando que, ao “plantar sementes de fé”, receberão bênçãos materiais. Enquanto isso, pastores exibem carros importados, mansões e viagens internacionais , sustentados pelo sacrifício de quem mal tem o que comer. O discurso é sempre o mesmo: “Quem não dá, não recebe”. ...

As pessoas buscam por alguém que depois reclamam

  Flávio Gikovate fez uma palestra para o Café Filosófico com o tema “ A separação dos amantes ”. Confira abaixo a transcrição de um trecho onde ele fala sobre a dinâmica entre defeitos e qualidades dentro da relação de casal. “As pessoas não raramente buscam parceiros amorosos que tenham certa quantidade de defeitos, não com o sentido de serem peculiaridades de ordem moral, mas como aquelas coisas que o outro tem que não combinem comigo e, portanto, é absolutamente subjetivo o julgamento. Então, eu quero uma mulher com certa quantidade de qualidades para eu achar graça nela e, assim, eu me sentir atraído, encantado por ela, e com certa quantidade de defeitos para eu não ficar excessivamente grudado nela. Dessa forma, eu preciso das qualidades dela e também preciso dos defeitos dela. E vivo reclamando dos defeitos, mas ela sabe que isso é só faz de conta e, portanto, não muda de jeito nenhum. Isso ocorre porque ela sabe que, se mudar e ficar mesmo muito parecida com aquilo que es...

O efeito Dunning-Kruger, a arrogância fatal

 A confiança, quando é excessiva e desproporcionada ao conhecimento ou à experiência, pode gerar consequências profundamente negativas, tanto no plano pessoal quanto no social e político. O efeito Dunning-Kruger , a arrogância fatal e a ideia dos “ idiotas com iniciativa ” estão interligados de maneira complexa, refletindo como a falta de percepção sobre nossas próprias limitações pode nos levar a agir com uma confiança excessiva, prejudicando os outros e a nós mesmos. Esses fenômenos têm repercussões em diversos contextos: nas relações pessoais e familiares , nas interações sociais e, especialmente, na política, onde decisões equivocadas podem afetar grandes grupos de pessoas. Os “idiotas com iniciativa”, como a expressão popular sugere, são aqueles que, motivados por um impulso de fazer algo de bom para os outros, acabam agindo sem o devido conhecimento e sem perceber a complexidade da situação. Eles tomam decisões com base em uma confiança cega em suas próprias ideias, acredita...

Cuide da sua casa

 Não adianta ser exemplar para quem está fora, se dentro de casa falta amor, honra e responsabilidade. Na Bíblia, Deus deixa claro que o primeiro altar do homem é o lar. Quem não governa bem a própria casa não está apto para representar o Reino fora dela. 📖 “Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?” (1 Timóteo 3:5) Ser espiritual na rua e negligente em casa é hipocrisia disfarçada de ministério. Antes de pregar, ame. Antes de liderar multidões, lidere sua família. Antes de impressionar pessoas, honre quem convive com você todos os dias. Deus não mede unção pelo aplauso público, mas pela fidelidade no secreto do lar. 👉 Seu primeiro ministério é sua família todo o resto é extensão disso.

A Felicidade de Etiqueta

  A Felicidade de Etiqueta Ao longo da história, a felicidade assumiu diversas formas. Mas no mundo moderno, ela parece ter ganhado código de barras. Tornou-se um5 produto, empacotado, vendido e consumido. Tudo — até a alegria — ganhou etiqueta e preço. Raramente paramos para nos perguntar: o que realmente significa ser feliz? Basta ligar a TV, rolar as redes sociais ou caminhar pela rua: somos bombardeados com promessas embaladas em slogans. Nos dizem que a felicidade está num carro do ano , num corpo esculpido, num celular recém-lançado . A palavra que define essa felicidade moderna? Consumir. Comprar virou sinônimo de sucesso, mesmo que isso não nos leve a lugar nenhum. Todos os dias, nos dizem o que devemos desejar, como devemos viver, o que precisamos ter. Mas nesse ruído, o essencial se perde: olhar para dentro. Saber o que de fato nos completa. É mais fácil aceitar uma felicidade pronta, moldada, padronizada. Talvez seja esse o plano: manter todos ocupados, distraídos, sem ...