A Felicidade de Etiqueta
A Felicidade de Etiqueta
Ao longo da história, a felicidade assumiu diversas formas. Mas no mundo moderno, ela parece ter ganhado código de barras. Tornou-se um5 produto, empacotado, vendido e consumido. Tudo — até a alegria — ganhou etiqueta e preço. Raramente paramos para nos perguntar: o que realmente significa ser feliz?
Basta ligar a TV, rolar as redes sociais ou caminhar pela rua: somos bombardeados com promessas embaladas em slogans. Nos dizem que a felicidade está num carro do ano, num corpo esculpido, num celular recém-lançado. A palavra que define essa felicidade moderna? Consumir.
Comprar virou sinônimo de sucesso, mesmo que isso não nos leve a lugar nenhum. Todos os dias, nos dizem o que devemos desejar, como devemos viver, o que precisamos ter. Mas nesse ruído, o essencial se perde: olhar para dentro. Saber o que de fato nos completa.
É mais fácil aceitar uma felicidade pronta, moldada, padronizada. Talvez seja esse o plano: manter todos ocupados, distraídos, sem tempo para questionar. Mas e os sonhos? São realmente seus? Ou apenas reflexos do que viu por aí?
Pare. Pergunte-se: o que me faz feliz?
Reflita um pouco todos os dias. Logo perceberá que muito do que lhe venderam era ilusão. E que, ao acreditar nisso, muitos se afastam de si mesmos — e da paz que poderiam alcançar.
Tomar posse dos próprios desejos é o primeiro passo rumo à liberdade. A vida talvez não seja perfeita, mas pode ser verdadeira. Nenhum bem material preenche um vazio existencial. O brilho do novo passa. A novidade envelhece. Mas o que vem de dentro permanece.
Talvez a verdadeira felicidade esteja em cultivar silêncio interior, em investir em si mesmo, em escolher com consciência.
Porque dentro de cada um de nós há uma voz esquecida — e talvez ela seja a única capaz de responder: o que é, afinal, ser feliz?
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