o que há de errado comigo?

 Muitas vezes eu me pergunto o que há de errado comigo. Por que eu não consigo ser tão feliz quanto os outros parecem ser? Por que minha vida não é cheia de conquistas, aventuras e alegria? Por que eu me sinto tão vazio, sem propósito e sem esperança?

Quando eu olho para as redes sociais, vejo fotos e vídeos de amigos, colegas e pessoas que admiro. Todos parecem sempre felizes e ocupados. Eles viajam, se divertem, estudam, trabalham, namoram, se casam, têm filhos. Estão sempre sorrindo, abraçando, comemorando. Tudo parece perfeito.

Então eu me comparo com isso e me sinto menor. Sinto que estou fracassando. Parece que não pertenço a lugar nenhum. Me pergunto o que fiz de errado, o que deixei de fazer e o que deveria fazer para mudar.

Mas, com o tempo, percebi algo importante: essa comparação não é justa. Não é real. Não é saudável.

As redes sociais não mostram a verdade completa. Elas exibem uma versão editada, filtrada e cuidadosamente construída da vida. Mostram apenas o que as pessoas escolhem mostrar, o que elas querem que os outros vejam e acreditem.

O que não aparece são os medos, as inseguranças, as tristezas, as frustrações, as decepções, as dores e as lágrimas. Não aparecem as crises, as falhas, as dúvidas, as solidões. Não aparece a vida real, com seus altos e baixos.

Então, comparar minha vida com o que vejo nas redes sociais é comparar a realidade com uma fantasia. É me medir por algo que não existe de verdade. E isso só machuca.

Eu preciso comparar minha vida com a minha própria história. Preciso olhar para dentro de mim e reconhecer quem eu sou de verdade: meus valores, meus talentos, meus sonhos e também meus limites, desafios e aprendizados. Preciso reconhecer minhas vitórias, por menores que pareçam, e ter gratidão pelo que já conquistei.

Também preciso olhar para o mundo com mais verdade, enxergando não só as dificuldades, mas também as oportunidades, as belezas e as possibilidades que existem. A vida é feita de lutas, mas também de descobertas, conexões e momentos reais.

Eu preciso viver a minha vida como ela é, e também como eu desejo construí-la, passo a passo, do meu jeito, no meu tempo.

Não há nada de errado comigo. Há algo único em mim. Eu sou eu. E isso é suficiente.

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