Pare de forçar

 Há almas que se consomem tentando florescer em terrenos que não lhes pertencem. Esforçam-se, doam o melhor de si, insistem em permanecer onde a aridez não permite raízes profundas. E, por mais amor que entreguem, recebem apenas silêncio, cobrança ou indiferença. Não porque lhes falte valor, mas porque estão fora do lugar onde sua luz pode ser compreendida.

A espiritualidade nos ensina que cada espírito possui um campo vibratório próprio, uma paisagem íntima onde suas virtudes encontram eco. Quando insistimos em permanecer em ambientes que nos negam, vamos aos poucos adoecendo da alma, perdendo a alegria simples de existir, duvidando da própria dignidade. Nenhuma flor foi criada para pedir desculpas por exalar perfume, nem o sol se envergonha por aquecer. Assim também é o espírito que ama com sinceridade.

No lugar errado, até a bondade é confundida com fraqueza. A sensibilidade é tratada como excesso. O silêncio vira ausência. Contudo, no lugar certo, não será preciso esforço para ser visto. Sua presença falará por si. Sua energia encontrará acolhimento natural. Seu gesto simples será reconhecido como bênção.

Deus não nos chama ao sacrifício inútil, mas ao aprendizado do discernimento. Permanecer onde somos constantemente diminuídos não é prova de amor, é esquecimento de si. O caminho da evolução também passa pela coragem de partir, de se respeitar, de confiar que o Criador prepara encontros onde a alma pode repousar sem medo.

Se hoje você sente que precisa se explicar demais, justificar sua essência ou mendigar afeto, talvez seja apenas um sinal suave do Alto convidando você a mudar de lugar. Onde há afinidade espiritual, o amor não pesa, a presença não cansa e o coração finalmente encontra descanso.

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